terça-feira, 21 de maio de 2013

HÉSTIA e a busca de nosso centro interno

Seu mito 

Héstia, a mais discreta das deusas gregas, praticamente não tem mito (relatos ou histórias ) sobre ela, apesar de ser a irmã mais velha de Zeus e fazer parte dos 12 principais deuses do Olimpo. Ela personifica o Fogo Sagrado, é a deusa da lareira. Todas as casas gregas e depois romanas, tinham uma lareira central, assim como toda cidade tinha sua lareira no centro do templo, onde o fogo deveria estar sempre aceso. Metaforicamente ela é o fogo sagrado do centro da lareira do lar, da Polis (a cidade grega) e da Terra/Planeta. Assim como o fogo doméstico era o centro religioso do lar dos homens, o fogo público nos templos era o centro religioso da cidade, Héstia era o centro religioso do lar dos deuses, do Olimpo. 
Raramente vista em esculturas (normalmente é representada pela imagem de uma lareira redonda) quando o é, está sempre com vestes que a cobrem toda e transmitindo uma imobilidade total. Como diz a analista junguiana Ginette Paris, no livro Meditações Pagãs: “Ela não deixa seu lugar; é preciso ir até ela”. 
Apesar de quase não ter mitos ela era honrada em todas as casas e templos e agraciada com inúmeros rituais. Por exemplo, quando um casal se casava, a mãe da noiva acendia uma tocha na lareira da sua própria casa e levava o fogo para a nova casa da filha acendendo a lareira de lá, levando “Héstia”para tornar sagrada a nova casa. Da mesma forma quando pessoas partiam de uma cidade grega para criar novas colônias levavam o Fogo Sagrado para acender a lareira no centro do “novo lar”. O fogo sagrado tinha que ser sempre ser mantido aceso e alimentado em cada casa, assim como em cada templo. 
Em Roma, Héstia foi chamada de Vesta e suas sacerdotisas, as vestais eram as responsáveis pela guarda do fogo nos templos. 

O que Héstia pode nos ensinar :  

Que todos nós, especialmente nós mulheres, para quem a casa representa tanto nosso espaço interno, devemos ter sempre, no local onde vivemos, um lugar onde Héstia, como representado nosso fogo sagrado, nossa energia vital, nossa alma possa “habitar”. Devemos ter nesse lugar objetos e lembranças significativos e importantes para nós e enfeitá-lo para que seja nosso “centro”, dentro da casa em que vivemos. Mesmo que só tenhamos um quarto ou até parte de um quarto,  devemos reservar um cantinho nosso e da nossa Héstia interna, onde possamos nos sentir em casa, protegidas da luta diária e onde possamos recuperar nossas forças, energia e aquietar nossa mente e nosso coração.   

Mas, mais importante que esse centro dentro da nossa casa, precisamos construir esse centro dentro de nós. Um espaço de quietude, de serenidade, mas com nosso “fogo sagrado”, onde possamos voltar, especialmente quando estivermos mais perdidas de nós mesmas. Construir esse espaço pode ser tarefa para toda vida, mas só a partir dele é que podemos aspirar a uma certa sabedoria diante da vida.


Texto de Cristina Balieiro
Esse artigo foi publicado anteriormente no site http://www2.uol.com.br/vyaestelar - na categoria A MULHER E O MITO, na qual escrevo quinzenalmente.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sobre tropicalismo e Torquato Neto - um poeta não se faz com versos



Nesse video, Jards Macalé canta e Paulo José (bem mocinho) declama um texto de Torquato Neto especial para os poetas e para os que gostam de poesia. 



Mesmo que não saiba quem é Torquato Neto, você conhece  muitas musicas dele, como  Pra dizer adeus (com Edu Lobo, Vem menina , Vento de maio e Louvação (com Gilberto Gil, Deus vos salve a casa santa (com Caetano Veloso).  Poeta, letrista, cronista, cineasta, ator, Torquato encarnou brilhantemente a piração hippie-revolucionária dos anos 60.

Na época, hippie e revolucionário eram consideradas posturas antagônicas e dava pau para muita briga – o próprio Torquato foi perseguido tanto pela ditadura militar quanto pela patrulha ideológica de esquerda. 
Hoje, isso se mistura na nossa Geleia geral (musica dele com o Gil), que é o que o  tempo costuma fazer com as mais puras intenções.  Como ele mesmo dizia:   Na geleia geral brasileira que esta revista anuncia: alguma novidade?... Mas o importante, eu continuo, o importante mesmo é não desistir nunca”.

Piauiense, baiano, carioca, londrino, brasileiro, esteve no coração da criação do que chamou de Cruzada Tropicalista:  - ...” por dentro dessa história e à procura de um movimento pop autenticamente brasileiro, um grupo de intelectuais reunidos no Rio – cineastas, jornalistas, compositores, poetas e artistas plásticos – resolveu lançar o Tropicalismo... O que é? Assumir completamente tudo o que a vida dos trópicos pode dar, sem preconceitos de ordem estética, sem cogitar de cafonice ou mau gosto, apenas vivendo a tropicalidade e o novo universo que ela encerra, ainda desconhecido. Eis o que é.”

Atormentado e criativo,  “desafiando o coro dos contentes”,  entrando e saindo de internações para tratar do alcoolismo, de depressões e de contundentes polêmicas (“o chato, Hélio, é que ninguém aqui tem opinião sobre coisa nenhuma”),  Torquato acendeu a vela da vida pelos dois lados (“a realidade dá sua resposta e eu reajo a seguir”).

Sem medo - nem mesmo da contradição, pois “toda palavra encerra uma cilada” -  diz: “- Escute meu chapa: um poeta não se faz com versos”. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela. Nada no bolso e nas mãos. Sabendo: perigoso, divino, maravilhoso... E fique sabendo: quem não se arrisca não pode berrar. Citação: leve um homem e um boi ao matadouro. O que berrar mais na hora do perigo é o homem, nem que seja o boi. Adeusão.”.

Torquato se matou um dia depois de fazer 28 anos, resvalando no mítico destino de  artistas malditos que morrem aos 27, Janis Joplin, Jimmy Hendrix,  Amy Winehouse.Se quiser saber mais, Toninho Vaz lançou sua biografia, Para mim chega, e se conseguir encontrar não deixe de ler seu único livro, Os últimos dias de Paupéria, onde está seu Cogito:

Cogito


eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível


eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora


eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim


eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranquilamente
todas as horas do fim.

sábado, 18 de maio de 2013

Pensamentos e Imagens 155

Com 23 anos eu fui para a Europa. Já tinha me formado na FGV. Uma das minhas motivações para viajar era que estava tudo estável, estava tudo resolvido na minha vida. A maioria das pessoas quer essa vida moderna, quer um trabalho onde eles possam crescer, quer um relacionamento, quer ter uma casa, um apartamento...e com 23 anos de idade eu tinha todas essas coisas, com muita estabilidade. Já estava namorando há 5, 6 anos. Pensei: - “É muito cedo para começar o resto da minha vida”.... e veio essa vontade de viajar e vivenciar mais o mundo. Era uma sede de conhecimento e de experiência. 

Trecho da entrevista de Bettina Jespersen falando de sua jornada, do livro “O FEMININO E O SAGRADO - MULHERES NA JORNADA DO HERÓI”.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Feminino e os Livros: A ESCADA ESPIRAL

A ESCADA ESPIRAL – memórias”, como o próprio sub-título diz, é um livro de memórias de Karen Armstrong, publicado pela Companhia Das Letras em 2005. Karen Armstrong é uma autora inglesa, especialista em temas de religião e tem publicado no Brasil, entre outros livros, UMA HISTÓRIA DE DEUS, MAOMÉ: uma biografia do profeta, A BÍBLIA: uma biografia e EM DEFESA DE DEUS

Karen tornou-se uma aclamada e respeitada autora sobre religiões abraâmicas - judaísmo, cristianismo e islamismo. É também autora de uma biografia de Buda. É uma requisitada palestrante mundial e uma interlocutora importante quando se trata de assuntos religiosos e as questões sobre o recrudescimento do fundamentalismo e a importância da busca da harmonia entre as diferentes religiões. Em 1999 recebeu um prémio do Islamic Center of Southern California por promover o entendimento entre religiões. Em 2008 iniciou um movimento global e atrelado a ONU, chamado Carta da Compaixão, onde importantes autoridades religiosas das mais diversas tradições assinam, comprometendo-se na busca dessa harmonia e reconhecendo que, na essência, todas elas buscam o mesmo sentimento de compaixão e a “apreciação do outro”, nas palavras de Karen. 

Fiz essa longa introdução biográfica da autora, porque seu livro de memórias mostra que, apesar de ter chegado hoje nesse patamar de importância, sua vida pode ser vista mais como uma sucessão de fracassos do que qualquer outra coisa e, a meu ver, é isso que a torna tão rica! 

O livro começa com um prólogo onde ela conta que com 17 anos, em 1962, entra para um convento para ser freira. Vem de uma família não particularmente religiosa e meio que horroriza seus familiares e amigos com essa opção. Conta-nos que seus motivos foram complexos: em primeiro lugar queria encontrar Deus e transformar-se de uma adolescente confusa, meio a margem do seu meio, insegura e sem querer seguir os caminhos tradicionais das mulheres, numa pessoa sábia, serena , alegra, quase santa!!! Só uma adolescente muito ingênua para pensar isso…Claro que o convento não foi nada do que ela esperava e saí de lá, após 7 anos arrasada e com esgotamento nervoso. 

Começa então uma espécie de longo calvário para se readaptar a vida secular. Ela sai do convento e estuda em Oxford em pleno ano de 1969, tempos de transformação do mundo! Tudo era muito difícil para ela: as relações com a família, com os homens, com os amigos, e mesmo nos estudos onde se saia bem, vai encontrar muitos problemas, porque todo seu treinamento como freira a ensinou a obedecer,  não questionar e nunca pensar por conta própria, o que é essencial para quem  pretende ser um intelectual. 
Para complicar, ainda no convento começa a ter vários desmaios e suas superiores os categorizam como episódios histéricos de fundo emocional. Ao sair do convento, os desmaios continuam e ela começa a ter também episódios de “visões” asustadoras que irrompem quando ela menos espera. Tudo isso a afasta mais ainda das pessoas. Consulta um psiquiatra, começa a fazer análise, mas isso também não adianta. Então aparecem também episódios de ausência, de “branco”, onde não tem consciência do que aconteceu com ela. Tem medo de enlouquecer e se torna meio anoréxica, e enquanto isso faz seu doutorado; tem 26 anos. 
Então tenta o suicídio. Diz que isso foi um marco em sua vida, porque após esse episódio desiste de ser “normal” e assume sua “desadaptação”. Antes de concluir a tese consegue um emprego como professora em um College em Londres, mas o mais surpreendente, é reprovada em seu doutoramento, o que acaba com a possibilidade de uma vida acadêmica. 

Mas logo após vem uma grande libertação; após mais um episódio de desmaio e depois de anos é, finalmente corretamente diagnosticada como tendo epilepsia, o lhe permite ter o tratamento adequado e poder lidar com essa sua condição física e explica seus sintomas
Acaba aceitando sem grande entusiasmo um emprego num colégio para meninas. Fica lá por 6 anos, mas depois é dispensada. Fica apavorada de como iria se sustentar: está com 36 anos. 
Um pouco antes da dispensa havia lançado seu primeiro livro de memórias sobre seus 7 anos como freira - Trough the narrow gate (não traduzido no Brasil) – e acabou dando entrevistas a jornais e canais de TV. Por conta disso é convidada a participar de um programa experimental de um canal que iria ser lançado na tv e nesse programa poderia falar livremente sobre o assunto que quisesse. Ela escolhe falar sobre o cristianismo e sua relação terrível com o corpo, especialmente o das mulheres. 

Em função desse programa é convidada pelo canal para escrever e apresentar uma série de documentários sobre religião, focado na figura de são Paulo, num projeto que duraria 1 ano e que deveria ser filmado em Jerusalém, com uma equipe israelense. E, o mais curioso, é que deveriam ser documentários anti-religiosos, que demonstrassem o absurdo e os estragos vindos de uma visão religiosa da vida. 
Mas, para fazer esses documentários começa a estudar teologia a fundo e percebe o quão ignorante é e como sua formação teológica da época dos seus estudos como freira foi precária. Vai também “descobrindo” nesse estudos e em sua estada em Israel o judaismo. Percebe que judaismo e cristianismo são vertentes diferentes de uma mesma origem e começa a desconfiar que o islamismo também. 
Depois do lançamento desses documentários é contratada de novo pelo mesmo canal para fazer uma série sobre as cruzadas e daí tem que mergulhar no islamismo. O estudo das cruzadas e todos os horrores provenientes dela também a afetam de modo indelével e ela percebe o fundamental de “ouvir o outro”e não se sentir dono da verdade, principalmente em termos religiosos. Dedica-se quse 3 anos ao projeto, mas, os documentários não terminam, o canal pede falência e ela se vê mais uma vez desempregada. 

E é nesse momento que decide que se passou 3 anos estudando as profundas desavenças entre as 3 religiões - judaísmo, cristianismo e islamismo – talvez fosse a hora de estudar suas semelhanças e disso saí o livro UMA HISTÓRIA DE DEUS. Ao escrever esse livro se reconcilia com a religião e reencontra a si mesma e define seu caminho. O livro vira um grande sucesso, especialmente nos Estados Unidos e é quando ela se torna uma pessoa internacionalmente conhecida e requisitada. 

Quero enfatizar que só contei aqui os fatos que aconteceram com ela, mas no livro, o mais importante, é a honesta e profunda reflexão que ela faz a partir deles e sua transformação psicológica e espiritual: são preciosidades. 

E, na página 18 do prólogo, Karen diz o seguinte: “Cheguei mais perto da verdade no final de "Trough the narrow gate", quando predisse que, em certo sentido, continuaria sendo freira até morrer. Claro que entre a maneira como vivo hoje e minha experiência monástica exitem anos-luz de distância. Tenho grandes amigos, uma bela casa, dinheiro. Viajo, divirto-me, aproveito as coisas boas da vida. Quanto a isso, nada tenho de freira. Contudo, depois de procurar exercer várias atividades e ver as portas constantemente se fecharem diante de mim, acomodei-me nessa existência solitária e me pus a escrever, pensar e, quase que diariamente, passar o dia inteiro falando a respeito de Deus, religião e espiritualidade.” 

Acho essa fala fantástica, pois mostra que mesmo um caminho que parece errado, tortuoso, sofrido pode ser o caminho da Alma, do Self, da Bliss. Como ela mesma diz, apesar de parecer que estava andando em círculos estava subindo devagar uma longa escada espiral rumo a seu destino e, como espera, à Luz. 
Mulher admirável, essa Karen Armstrong! 

PS: esse post ficou enorme, mas a vida dessa mulher é realmente inacreditável e o livro SENSACIONAL!  
Texto de Cristina Balieiro

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mulheres e a mudança do mundo - Kavita Ramdas

Mais um video sensacional dos TED Talks, de Kavita Ramdas, uma indiana, advogada de direitos humanos, feminista e que dirige o Fundo Global de ajuda à Mulheres.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ATHENÁ e a sabedoria perdida

Seu mito 

Na verdade, Athená ou como também é conhecida - Pallas Atenas, tem e participa de inúmeros mitos gregos e o que vou contar aqui e dar uma interpretação é somente o mito de seu nascimento. 

Zeus estava casado com a deusa Métis (que quer dizer sabedoria) e ela fica grávida. Por causa de uma profecia de que teria com ela uma filha e depois um filho e que seria destronado por eles, Zeus engana Métis, finge que está brincando, pede a ela que fique pequenininha e, quando ela faz isso, a engole. Gesta então em sua cabeça a filha. Completado o tempo de gestação tem uma terrível dor de cabeça e pede que Hefesto, deus das forjas, lhe abra a cabeça com um machado. Então, de dentro da cabeça de Zeus salta Athená, adulta, vestida e armada, exatamente como nessa escultura da deusa aí ao lado! Torna-se a filha preferida do pai e é a única a quem ele empresta seus raios, o símbolo de seu poder. Athená é a deusa da estratégia da guerra, da inteligência, da Razão, da justiça – preside as artes, a literatura, a filosofia. É também a protetora de inúmeros heróis gregos. 

O que Athená pode nos ensinar 

Em primeiro lugar, apesar de ser uma Deusa, seu “reino” - o mundo intelectual – foi vedado as mulheres durante milênios. Somente a partir do século XX é que o “reino” de Athená começou a ser aberto a um grande número de mulheres que começaram a poder estudar, ir a universidades, produzir intelectualmente nos mais variados campos do conhecimento, ter um papel relevante nesse mundo do Logos*. Temos, enquanto mulheres, muito a festejar e honrar Athená. Seu reino, o mundo do intelecto, da razão nos permite hoje podermos ser donas da nossas vidas, protagonistas da nossa história e refletir sobre qualquer campo do conhecimento em nossos próprios termos. 

Mas, há também um lado bem sombrio para nós em Athená: ela se reconhece com filha SÓ do Pai – ela esquece que também é filha da Mãe (que foi engolida pelo Pai). Além disso, nasce adulta, vestida e armada. Traduzindo toda essa simbologia para os dias de hoje podemos dizer que nós, mulheres modernas, muitas vezes para nos adequarmos a esse mundo “do pai/patriarcal” vivemos armadas, nunca nos permitindo sentir como “crianças ou estar nuas” ou seja nunca vulneráveis e sensíveis. Também “não temos corpo”, a não ser que o vejamos como objeto a ser consertado e aperfeiçoado, pois afinal vivemos somente na cabeça! E, a sabedoria da Mãe ou do princípio feminino permanece esquecida, engolida, desvalorizada dentro de nós. Cabe a nós resgatar Métis e aprender uma forma de inteligência mais intuitiva, relacional, mais próxima da natureza e de seus ciclos, para equilibrar com a inteligência da Razão! Talvez nesse equilíbrio possamos encontrar a sabedoria, que tanto nos falta hoje! 

* Conceito filosófico traduzido como Razão. 

Texto de Cristina Balieiro

Esse artigo foi publicado anteriormente no site http://www2.uol.com.br/vyaestelar - na categoria A MULHER E O MITO, na qual escrevo quinzenalmente.

sábado, 11 de maio de 2013

Pensamentos e Imagens 154

É interessante: na verdade, eu sou judia de nascimento, e é a religião que eu tenho formalmente, mas o que o budismo diz faz muito sentido para mim. Muita coisa dentro do espiritismo, dos escritos do Allan Kardec, faz sentido para mim também. E, dentro do judaísmo, se lido claramente, tem muita coisa que também faz muito sentido. Dentro do catolicismo, se ficar, não naquilo que os homens fazem, mas na mensagem, também faz muito sentido. Então, eu não sei dizer o que eu me sinto: eu não me sinto judia, não me sinto católica, não me sinto budista; eu me sinto aquilo de bom que eu peguei de tudo e que me forma, me compõe. 

Trecho da entrevista de Andrée Samuel falando de sua jornada, do livro “O FEMININO E O SAGRADO - MULHERES NA JORNADA DO HERÓI”.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...